
Primeira
Geração entre (1929-1946)
Os
Annales se formaram para romper com os antigos conceitos metodistas e
positivistas que reinavam no contexto da historiografia a ideia de se
procurar uma forma alternativa ao comum estava totalmente em
evidência sendo que podemos afirmar que neste período foi que o
homem passou a estudar a mente humana , pois onde não houvesse o
homem não haveria história , a mente humana passa a ser totalmente
posta em questão. O homem que faz a história ou a história que faz
o homem?
Os
durkheimianos viam na sociologia uma forma de se estabelecer uma
maior compreensão quanto aos fatos históricos construídos naquele
período.
Em
1928 Lucien Febvre cria uma nova forma de se estudar história,
diminuindo os caminhos entre a historiografia e as outras ciências
sociais. A partir desta fase os Annales criaram uma nova forma de
estudo, associando ideias de sociólogos, psicólogos, geógrafos,
antropólogos entre tantos outros. Nesta primeira fase podemos
evidenciar que o estudo estava voltado para os caminhos econômicos
que determinada sociedade alcançava, não obstante que historiadores
influenciados pela primeira fase levantavam diversas hipóteses e
situações para conseguir criar uma forma de estudo que quebrasse
paradigmas de toda uma sociedade que vivia até então.
Após
a morte de Bloch em 1946 ( sim ele assassinado pelos nazistas) Febvre
tornasse o único diretor da escola dos Annales, porém Febrve passa
a diferenciar os conceitos apontados no inicio da escola, se antes o
homem a ser estudado era o homem econômico, agora ela tentava
abranger todos os aspectos da vida do ser humano, Febvre entende que
não apenas a parte econômica que dita o que uma sociedade em comum
se tornou, mas sim todo um cunho social também faz parte destes
conceitos.
Segunda
geração dos Annales (1946-1968):
Neste
período podemos destacar que não mais foi dada ênfase apenas as
história ligadas a grandes estruturas econômicas, a história passa
a ser vista como um todo longos períodos foram estudados como jamais
antes foram, e também não podemos esquecer que a camada regional
passa a ser vista de uma forma mais empírica.
Terceira
geração dos Annales (1968 -*):
Neste
período os Annales passaram a serem visto com olhos mais comerciais
quanto ao mundo, uma forma mais comercial de como se fazer história
começa a se criam nos contextos literários, momentos isolados da
historio passam a ser criados, e é incrível como o romancismo
começa criar força em seus bastidores, poucos assuntos ainda tinham
espaço para serem abordados se usássemos as metodologias
anteriores, uma crise de paradigmas passa a ser criada neste momento.
A história antes conservadora como conhecíamos jamais seria a
mesma, ela passou a se distanciar de uma forma necessária, não
convém deixar de dizer que o contexto de ideias que o mundo passava
neste período era um tanto quanto turbulento. Duvidas de moralidade
e até mesmo para que o ser humano existia no mundo passaram a ser
vista com bons olhos para a ciência. Mas como o mundo era como era,
não existia um maneira simples de melhor ele , cabia ao historiador
explicar pela ideia humana, enxergando o homem como um ser pensante
para fazer com que os conceitos fluíssem da melhor forma possível.
Fonte da imagem:
https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhsANjSxnqCRkZ49ezNdzHJvX1w4_iN-j8qFUezfgp0fh7VXfHR0OVLYvhcI_ObnnJw0Q6j_TgrTHzyrH3S6pVgtYYFQa_0RlZEKJCywGGJR31NKAcoqnrKd3YD9EGMQlYfAQxbzsPIgGpr/s1600/JACQUES+LE+GOFF.jpg Acesso dia 17/03/2012
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