quarta-feira, 27 de abril de 2011

Multiculturalismo: Debatendo ideias


Multiculturalismo


O multiculturalismo em certa parte, pode fazer bem a certo tipos de culturas, vemos o caso do multiculturalismo no Japão.

Vou colar um anexo e explicá-lo logo em seguida:

A senhora Massayo Suzuki criou há 20 anos, no bairro de Naka-ku em Nagoya, a associação "Kotoba no Kai" para o ensino do idioma japonês para estrangeiros e que atende 120 pessoas de 25 países. Ela relatou que acreditava que os brasileiros não davam continuidade aos estudos até ser convidada para ensinar funcionários de fábricas terceirizadas da Toyota.

"Abrimos 40 vagas e mais de 100 pessoas vieram nos procurar. A maioria saía do yakin (período noturno) para ir direto às aulas no sábado de manhã. Percebi que estava enganada. Eles tinham interesse, mas não tinham tempo", lembrou citando um episódio onde uma aluna telefonou às 6h30, solicitando uma aula. Diante de vários pedidos Massayo implantou mais um horário durante a semana passando a ensinar atualmente as quartas e sextas-feiras.

Toshiaki Hamamoto, presidente da Sociedade Multicultural do bairro de Midori-ku, também em Nagoya, visitou aos 58 anos, a China pela primeira vez, terra de seus ancestrais e conta que foi muito bem tratado. No retorno ao Japão, conheceu um casal de imigrantes, cuja filha lhe deu aulas do idioma chinês e para a qual ensinou um pouco da língua japonesa.

"A garota estava com cinco anos. Quando recebi uma banana de presente agradeci e comecei a chorar", relatou. "Quero dar prosseguimento a essa comunidade. Fazer uma sociedade sem diferenças caminhando para uma nova descoberta", desejou Hamamoto que realiza festivais, promove atividades voluntárias e ensina a língua japonesa gratuitamente.
(texto retirado:ipcdigital.com/br/Noticias/Comunidade/Aichi/Sociedade-Multicultural-e-debatida-em-Nagoya_07022011)

Como vemos o Japão tem as sua cultura multimilenar porem para o avanço de seu pais precisa da inserção de novas culturas em seu contexto pois necessita de mão de obra, recursos naturais (baixos devido a sua pequena extensão territorial). Aonde esta o texto que postei inserido nisto?

Mostra que eles(japoneses) estão cientes disto e estão modificando suas visões perante a outras culturas ensinando e aprendendo com elas, prova disso é o crescente investimento feito por eles em países como o Brasil, importando e exportando cultura e não apenas impondo uma forma de sociedade entre eles (brasileiros) prova disto esta na quantidade de casas de café no Japão , cultura enviada até la por brasileiro e que hoje faz muito sucesso .
Com certeza temos que fazer uma verificação sobre as diferenças e costumes de um meio cultural, após isto tentar enxergar com os olhos de um nativo ou habitante sem ter influência de nosso meio (o que vivemos) .
Estas são máximas primordiais para qualquer pessoa que queira trabalhar com História em todas as suas ramificações de estudos.
Aqui ponho também para ajudar na compreensão dos tema multiculturalismo alguns trechos de passagem que tive em fórum na minha faculdade.
Nesta discussão expresso com maior enfase a questão de termos um olhar menos etnocêntrico em questão a outras culturas , na minha opinião para fazermos ideias corretas de algo temos que tentar enxergá-las da melhor forma possível sem preconceitos e também analisar melhor nossos conceitos já formados , apenas assim podemos fazer trabalhos satisfatórios.

Irei agora dar início ao que se passou no Fórum.

Colega de classe -- Veja bem,como não nos sensibilizarmos com a pobreza do Haiti ou da África?Mas será que tem como sensibilizarmos com a cultura terrorista de uma parte muçulmana?Ou com a cultura de alguns países do Oriente Médio que até hoje digladiam-se por território e expõem milhares de inocentes à morte?Respeitar ou Sensibilizar?Isso que chamamos de choque cultural inevitável.
Danilo – Mas penso desta forma ,se você tiver qualquer tipo de sensibilidade ao fazer x trabalho você estará prejudicando o seu desempenho , ele não será satisfatório, não cabe a mim (como historiador) dizer se é certo ou errado a atitude por exemplo dos nazistas matarem os judeus. É errado ao nosso ponto de vista ? Sim, mas ao ponto de vista de Hitler e seus seguidores não. Cabe a nós tentarmos entender este ponto de vista independente seja ele bom ou ruim , para isto devemos de certa forma nos inserir na situação, tentar imaginar, entender , pensar como eles. Caso contrário não faremos um trabalho satisfatório.
Você acha que se tiver raiva (expressão de sentimento ) pela morte dos judeus , conseguiria fazer uma boa interpretação das ideias de Hitler?
Esta é a minha pergunta !

Colega de classe – Olá Danilo tudo bem?Danilo o seu ponto de vista é inteligente e também é politicamente correto,mas analisando eu os comentários de historiadores e também de professores de história nunca vi ninguém olhar para o nazismo, por exemplo,e dizer, pobre do Hitler, ele tinha seus motivos, dentro da sua cultura ele estava certo. Tanto que o nazismo é uma prática proibida no mundo todo,ou não é?
Essa é a pergunta!

Danilo – Certo, em nenhum momento fiz apologia a uma coisa que odeio,que é o nazismo ou suas ideologias, apenas disse que se eu decidir fazer um trabalho histórico qualquer, para ser satisfatóriopolêmicos, você deve saber que um Juiz num processo qualquer se for provado que ele tem qualquer envolvimento sentimental com o caso em que trabalha imediatamente é afastado do processo , pois a decisões feitas por ele seriam influenciadas pelo sentimentalismo próprio .
Digo que devemos estudar os fatos que precederam o momento histórico para tentar compreender da melhor forma possível o que aconteceu. Difícil sim , impossível não .

Penso que como historiadores devemos detalhar os fatos, montar o quebra cabeça e escrever a História . Deixemos comentários críticos para eventuais colunas que um dia quem sabe possamos escrever em jornais ou revistas. Lugar estes apropriados para escrever as nossas opiniões.

Colega de classe – Danilo,mas até a maneira de detalhar os fatos culturais(olhando os anais da história)depende da visão que o historiador tem do mundo, senão não teríamos várias versões dos mesmos fatos históricos. Certo?

São inteligentíssimas as suas colocações!

Danilo – Muito bom discutir assuntos no fórum,acho até melhor que no presencial pois temos tempo para conversar assuntos que demandam um maior conhecimento e em cada pergunta ou resposta podemos analisar ,compreender , estudar, enfim expandir ideias, bem mais fácil de aprender desta forma.
E as suas ideias também são muito inteligentes devemos entender que cada um tem um ponto de vista diferente Parabéns.

Um abraço,

Danilo Linhares

domingo, 24 de abril de 2011

Plágio. Um dos grandes males da web.

Entrei em um site (ou blog ta difícil de distinguir ) de uma pessoa que é escritora e ela assim como eu tem uma ideia bem difusa sobre plágio, pois ao mesmo tempo que é errado, existe uma certo desconhecimento sobre o que é o plagio ,as formas de se fazer o plágio, o porque fazemos plágio, enfim como a pessoa mesmo citou ( Frase dela não minha) "... O texto não é meu, as dúvidas não são minhas mas podem servir para qualquer um aqui!..."(LIONCOURT,2006)

O site é :www.akashalioncourt.prosaeverso.net/visualizar.php?idt=235284 Lido as 07:12 dia 08/04/2011 Vale apena conferir


Olhem o quanto é sério o caso de plagio, muito mais sério do que imaginamos, chegando até o ponto de um renomado professor da Usp ficar na degola com seu diploma .  Mais informações vistem o link seguinte:  
http://www1.folha.uol.com.br/saber/878368-usp-demite-professor-por-plagio-em-pesquisa.shtml

Como disse anteriormente não esta correto plagio, mais errôneo ainda é fazê-lo da forma que fazemos , a maioria das vezes para bem próprio. É muito difícil no Brasil quem usa OFFICE Microsoft e Windows originais ( só para deixar claro eu uso Linux Ubuntu e Open Office ambos softwares livres ), isso é uma forma de plagio mas ninguém fala nada ou reclama , só pra vocês ter ideia quem usa Linux como eu ao iniciar tem uma certa dificuldade para acessar bancos, alguns pedem o tal do Activex do Windows , depois de alguns dias estudando um pouco até consegui (depois de algumas varias linhas de comando). Ao ler um fórum (não me pergunte qual ,nem quando, nem onde faz muito tempo e só ficou gravado na memória cefálica rsrsrsrs) uma pessoa tentou acessar a sua conta bancária via web com o Linux e ao não conseguir ligou para o serviço de atendimento, o rapaz deu mil e uma desculpas para ela migrar para o Windows, falou que era mais fácil , melhor , mais seguro (fala sério mais seguro, os servidores da maioria dos bancos de dados bancários funcionam em Linux), enfim após muita especulação ele falou para ela que o banco em questão tinha um contrato com a Microsoft para fazer acesso on-line bancário apenas para plataformas windows.
Isto é Brasil, querem nos impor varias coisas, não se importando que o resultado seja o que esta em pauta PLÁGIO ( neste caso do Windows falso não é nem plágio é roubo pois você esta usando algo que não é seu mesmo assim tem muito haver com plágio) .

Abraços pessoal como está aqui mais uma ideia bem crítica de:

Danilo Linhares

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Iniciando os posts em grande estilo. Patrimônio Histórico e Cultural


Patrimônio Histórico e Cultural

Desde os primórdios da humanidade existe a fascinação pelos bens históricos, sejam eles materiais ou imateriais, bens estes que ao logos dos tempos foram se perdendo, alguns patrimônios materiais da humanidade foram depredados nas diversas Eras Históricas que precederam nossos momentos atuais, sendo geralmente aniquilados ou quase isto. Quase sempre este fato ocorreu pelas diversas guerras que tivemos ao longo de nossa História, podemos citar a destruição da maravilhosa biblioteca de Alexandria, outro exemplo se dá mesmo durante a Segunda Guerra Mundial com a destruição em massa de magníficos monumentos que existiam na Europa, estes que demoraram tantos anos para serem construídos e em instantes foram apagados da memória* mundial com bombas e tiros que vinham de todos os lados.
Os eruditos dos séculos XIX e XX perceberam que a sua história estava sumindo aos poucos com os diversos conflitos que ocorriam como a Revolução Francesa, Primeira Guerra Mundial, Segunda Guerra Mundial entre tantos outros que aconteciam foram cruciais para que as pessoas percebessem que parte de sua história, memória e até mesmo identidade estava sendo destruída, e que deveriam preservar o pouco que ainda restava. Vemos isto sendo afirmado pelo fato de a França já em 1792 ter iniciado os registros de seus monumentos mais importantes e logo após em 1840 ter quase mil edifícios tombados, esta tendência logo após foi afirmada em diversas outras partes do mundo, claro cada cultura ao seu modo, podemos ver no Japão que é preferível cultivar bens imateriais aos materiais, ele pensam que a cultura levada a diante é aquela oriunda dos ensinamentos passados de ancestral para ancestral, podemos citar um bonsai, o que importa não é a planta em si, mas sim a forma que se deve cuidar para chegar ao estado que está é esta a idéia passada de pai para filho, netos, bisnetos e assim sucessivamente.
Infelizmente no Brasil esta realidade sobre o cultivo de patrimônios começou a engatinhar apenas na Semana da Arte Moderna em 1922 foi a partir deste momento que começamos a ver indícios do reconhecimento de uma identidade cultural brasileira, anteriormente, para ser mais exato, durante o século XIX, foram promulgadas leis que assegurariam o direito à propriedade privada do cidadão, de bens que posteriormente vieram a formar antiquários assim como aqueles vistos na Inglaterra, que apesar de guardar patrimônios históricos do País deixavam estes (patrimônios geralmente materiais) a visita apenas de uma camada muito seleta da população.
Foi apenas em 1937 com a criação do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (SPHAN) e dos quatro livros de Tombo do Patrimônio (ambos os projetos idealizados pelo célebre Mário de Andrade) que o acervo histórico nacional começa a ser catalogado e arquivado. A partir deste momento foram criadas leis e institutos que visavam valorizar, preservar e recuperar todo o patrimônio cultural do Brasil.
Percebemos hoje o salto dado pelo Brasil nesta questão de preservação de Patrimônio Histórico e Cultural pelo reconhecimento de diversas peças provenientes das mais diversas áreas do País, como Patrimônio nacional (diferente do início que os tombamentos se concentravam apenas entre Rio de Janeiro e Minas Gerais). As leis estão cada vez mais refinadas quanto ao assunto cabe a nós Professores lutar para que a população reconheça a grande importância da conservação de nossos patrimônios para que entendamos melhor o passado em um futuro não muito distante.
Qui estão alguns exemplos de bens materiais e imateriais:
Bens Materiais:
  • Capela da Santíssima Trindade
    Livro de Belas Artes INSC.476 ; Vol.1 ; F. 087; Data 27/01/1964
    Cidade de Tiradentes-MG


  • Forte de Sant'Ana
    Livro Histórico INSC.053; VOL.1 ; F.10 Data 24/05/1938
    Cidade de Florianópolis -SC
  • Estação Ferroviária de Mayrink
    Livro Belas Artes INSCR.:625 ; VOL.2 ; F. 55-56 Data :08/07/2004


Bens Imateriais:
* Ofício das Paneleiras de Goiabeiras – Vitória -ES Livro Saberes 20/12/2002


* Tambor de Crioula Formas de expressão 20/11/2007


* Ritual Yaokwa do povo indígena Enawene Nawe Celebrações 08/11/2010








*memória sim, pois muitos monumentos materiais e até mesmo imateriais não chegaram a ser catalogados por ninguém.
 
Referência Bibliográfica:

Apostila curso Patrimônio Cultural.CEUCLAR 

Guia Iphan Material 15/09/2009

Referências da internet:

http://www.iphan.gov.br/bcrE/page/conOrdemE.jsf?ordem=3

Olá a todos!

Ola pessoal,
Estarei ao longo de algum tempo postando artigos , matéria e trabalhos de minha autoria, na área de História .

Espero que gostem das humildes ideias porem bem críticas, deste aqui que vos fala.

Abraços a todos,

Danilo Linhares